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O Rio Branco Esporte Clube foi fundado no dia 4 de Agosto de 1913, por seu idealizador, João Truzzi. No princípio, o time se chamava de Sport Club Arromba. Em 1917, houve uma proposta para mudança do nome de Arromba para Villa Americana Foot Ball Club, ou seja, a designação da cidade na época. Mas, em Assembléia Geral de 16 de setembro do mesmo ano, definiu-se, por votação, a primeira mudança de nome, passando para Rio Branco Football Club, muito provavelmente em homenagem ao Barão do Rio Branco.
O Rio Branco Foot Ball Club passa a disputar, então, vários campeonatos do interior, conquistando o título de bicampeão do estado, em 1922 e 1923. Com a criação da lei do acesso e do profissionalismo da Segunda Divisão, o "Tigre" de Americana disputou por três anos seguidos, entre 1947 e 1949, mas não conseguiu subir e abandonou o futebol profissional. Em 1961, o clube passou à denominação que prevalece até hoje, de Rio Branco Esporte Clube.
Com a ausência do Rio Branco, nas décadas de 1960 e 1970, o Esporte Clube Vasco da Gama, também conhecido por Vasquinho, passa a ser o time mais importante da cidade, alcançando o título da Terceira Divisão estadual em 1968. Mas havia um desejo entre os torcedores em ter uma equipe que realmente representasse Americana e o Vasco acaba se tornando Americana Esporte Clube. Esta agremiação participou de apenas três campeonatos da Segunda Divisão da FPF, entre 1976 e 1978, mas devido à falta de um estádio de porte, opta pela fusão com o Rio Branco, em 1979. Neste momento, o Tigre reafirma em Assembléia pela manutenção do nome Rio Branco Esporte Clube.
Entre 1979 e 1990, o alvi-negro americano representa à altura a cidade, se consolidando na divisão de acesso, e em 1991 realiza o sonho de todos os seus torcedores: entra para o seleto grupo da divisão de elite do futebol paulista, permanecendo assim por longos anos. Em 2007, foi rebaixado para a Série A2, voltando em 2009 para a Série A1.
No ano de 2009, retornou à Primeira Divisão, mas em 2010 acabou sendo rebaixado novamente para a Série A2 do Campeonato Paulista. E no ano de 2011, O Rio Branco foi Humilhado, Torturado e Rejeitado, fazendo uma campanha ruim, sendo rebaixado pela primeira vez de sua história à Série A3 do Paulistão de 2012.
O Tigre contou com uma casta de treinadores que poucos clubes do interior do país podem ter, como Afrânio Riu, que deixou o clube para comandar o Corinthians; Cássia que do Rio Branco foi para o Grêmio (RS), Rubens Minelli, que dispensa apresentação; Lula Pereira que do time americanense saltou para o Flamengo, e também contou com o preparador físico e auxiliar técnico Fred Smania, com passagens por grandes clubes do país, Palmeiras, Atlético (MG), São Caetano (SP) e Bahia (BA).
Entre todos os treinadores, Otácilio Pires de Camargo, o Cilinho foi o que mais se destacou pelo trabalho desenvolvido na década de 90, o qual foi responsável direto pela montagem da estrutura do futebol do clube apoiado num sólido trabalho de base que começou a render dividendos, um lucro que talvez nunca fosse calculado e tampouco sonhando pelos dirigentes americanenses.
O trabalho montado pelo treinador com aval direto da diretoria rendeu em uma década cerca de US$ 35 milhões, algo em torno de R$ 70 milhões na época, hoje um pouco menos pela variação da moeda norte-americana.
O Rio Branco negociou jogadores com São Paulo, um dos maiores compradores, Corinthians, Flamengo, Ponte Preta, Santos, Atlético Mineiro (MG), Internacional (RS), Palmeiras (SP) e São Caetano.
Se isso não bastasse, inúmeros jogadores revelados pelo Tigre vestiram a camisa da Seleção Brasileira, principal e de base, ou seja, o clube prestou serviço à pátria.
Mas talvez uma situação única o coloca no rol dos principais clubes formadores do mundo, com o volante Flávio Conceição atuando pelo Real Madrid (ESP) depois de uma das principais transações do futebol espanhol, em que foi vendido do La Coruña para o time de Madrid. O volante era cativo em convocações da seleção braseira.
O volante Mineiro também vez história, além da seleção, foi campeão mundial inter-clubes em 2005 pelo São Paulo, quando marcou o gol da vitória, 1 a 0, sobre o Liverpool (ING), e depois chegou ao Chelsea (ING).
Outro jogador formado pelo centro de excelência chamado Rio Branco foi o volante Marcos Senna, campeão mundial interclubes em 2000 pelo Corinthians, Vice Campeão da Libertadores da América pelo São Caetano (2002), se transferiu para a Espanha, onde se naturalizou e passou a ser convocado com frequência. Vestindo a camisa da Fúria foi campeão da Eurocopa de 2008.
Mas se isso não bastasse, o carimbo de clubes revelador, o grande rótulo, veio em 2006. Na Copa do Mundo daquele ano, três jogadores que saíram da base do Rio Branco estiveram na Alemanha, e por seleções diferentes, Marcos Senna pela Espanha, Mineiro pelo Brasil e Sinha, primo de Souza revelado pelo Tigre e negociado ao Corinthians, se transformou em Zinha, defendendo o México. Em 1995, Sinha, foi negociado pelo time americanense a um empresário que o levou para o Toluca (MEX), onde se naturalizou.
Exemplos não param, e a negociação mais recente de um jogador formado pelo Tigre foi á do atacante Thiago Ribeiro, que do Cruzeiro (MG) se transferiu para o Cagliari (ITA).
Formar jogadores apenas não basta para o Rio Branco, é preciso auxiliar na formação do caráter, para que sejam idôneos e o resultado disso acaba gerando qualidade, uma base sólida que é levada para dentro de campo, onde se tornam verdadeiros craques.
Ver o atleta pronto e jogando por um grande clube é o resultado de um trabalho que poucos podem dimensionar. O carro importado e a desenvoltura do jogador diante do microfone pode impressionar, mas para que isso ocorra existe uma força tarefa.
O primeiro passo é tirar o jogador de perto de sua família e trazer para o alojamento do clube, uma responsabilidade sem precedentes. A partir daí começa o trabalho para torná-lo um cidadão digno, já que nem todos vão se transforma em atleta.
A palavra atleta de categoria de base traz consigo o sinônimo de investimento. São médicos, dentista, psicólogos, fisiologista, fisioterapeuta, massoterapeuta, exames periódicos, academia, acompanhamento escolar, alimentação balanceada, preparação físico, suplementos alimentares, infra-estrutura de alojamento, treinadores, preparadores, rouparia e transporte. Tudo isso com a chancela e acompanhamento do sindicatos dos atletas, federação e promotoria da infância e juventude.
Encontrar um jogador que se destaque e tenha condições de ser negociado com o mercado interno pode render em torno de R$ 1 milhão, porém se o atleta tiver condições de alcançar o mercado asiático ou europeu se torna uma pepita valiosa dentro do garimpo de craques.
Um atleta que preencha os requisitos de clubes da Europa e tenha passaporte comunitário, pode valer algumas dezenas de milhões de dólares.
Marcos Sena, Marcos Assunção, Souza, Flávio Conceição, Mineiro, Marcelinho Paraíba, Thiago Ribeiro, Pena, Sinha e Macedo foram alguns dos jogadores revelados pelo Rio Branco e que ganharam o mundo..
O quanto investir para fazer parte do seleto grupo de empresários que trabalham com futebol é uma pergunta freqüente e cotidiana. Investir na base para participar da formação de um atleta é irrisório se comparada ao valor da compra dos direitos federativos de qualquer outro jogador à disposição no mercado.
Formar jogadores é sem dúvida um grande negócio diante do que é investido e do retorno viável em algumas temporadas.
O investimento em categorias de base em clubes do interior é pelo menos 90% mais barato que os da capital, e o retorno é certo, já que os grandes jogadores são revelados no interior e adquiridos pelos gigantes clubes dos grandes centros ou em alguns casos vão direto para o exterior.
O futebol é único quando se fala em retorno, mostra disso são as situações dos jogadores, que de pequenos salários em uma temporada passam a ganhar verdadeiras fortunas em outras. Exemplos disso estão repletos no mundo do futebol.
Um jogador com grande salário significa um grande negócio, já que seu rendimento está diretamente ligado ao valor da multa contratual.
O retorno pode até ser demorado, porém quando se encontra uma pedra preciosa seu valor é especulativo e o lucro foge do discernimento natural do que é palpável.
O mundo da bola trabalha com cifras um pouco acima da realidade de qualquer mercado, para isso basta acompanhar as negociações que envolvem clubes do eixo Rio-São Paulo, do qual o Rio Branco faz parte.
Nosso negócio é formar atletas e cidadãos, e experiência é o que não falta. O Rio Branco tem uma lista de jogadores que saíram do clube e alcançaram o topo, por isso o projeto é voltar a transformar homens bons de bola em atletas profissionais.
O investimento que virá em forma de pequena contribuição de empresários serão aplicados na formação do ser humano através do esporte. Ao mesmo tempo que o clube transformará o garoto em atleta, ele terá noção exata do que representa junto a sociedade.
O "Projeto Meninos do Rio Branco" pode ser considerado audacioso, porém conta com o lastro de uma diretoria de credibilidade e apoio da iniciativa pública e privada.
O projeto faz parte do resgate de um clube, que tem seu alicerce cravado no futebol.
Cada cota adquirida por investidores ou empresários, tem aval de um clube que será centenário em 2013 e conta com um dos maiores patrimônios entre os times do interior.
Os valores aplicados serão utilizados na sustentação e viabilidade do projeto, com intuito único de formar cidadãos e atletas, o que colocará novamente o nome Rio Branco em evidência.
O nome Rio Branco é tido como uma valiosa "marca" no cenário esportivo brasileiro e internacional, e que é traduzido em "respeitabilidade" sempre quando citado.
"Rio Branco de Americana" é uma marca intacta e que os anos não apagará e o "Projeto Meninos do Rio Branco" se constituirá em pouco tempo numa referência de trabalho esportivo no país.
O time americanense se transformará nos próximos anos num centro de excelência do esporte e para isso num futuro próximo abrirá suas portas para acadêmicos, mestres e doutores, que aplicarão suas teses e pesquisas para formação de atletas e homens de alto rendimento.
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Existem outros inúmeros exemplos de jogadores revelados ou projetados pelo clube americanense em algumas décadas, como Alexandre Dorta e Willian, atualmente da Suécia, Rafael Chorão e Júlio César que jogam pelo Americana FL, Fefo, Aritana, César Xavier, Odair, Romarinho, Rodriguinho e Darcy entre muitos outros que se destacaram com a camisa do Tigre.